fevereiro 01, 2012

Escolhas

Tudo na vida é decidido através de escolhas. Se as escolhas são boas, logo terá bons resultados, mas se as escolhas são ruins, os resultados serão horríveis, certo? Errado. Muitas vezes escolhemos algumas decisões não muito boas e o resultado acaba sendo o melhor possível. Isso acontece porque a atitude que tivemos após tomar aquela escolha, que a princípio parecia péssima, foi uma atitude madura e fez com que as coisas se transformassem. Mas nem sempre é assim. Errar é humano (Por mais clichê que soe é verdade!!!), e, porque erramos, vivemos, temos experiências e nos surpreendemos e então acertamos. É claro que muitas vezes o "Sem querer" torna-se "Querer" e o "Querer" torna-se "Não quero mais!", mas a verdade é que quando agimos bem, quando aceitamos o desafio, mesmo não querendo, somos recompensados, nem sempre com o sucesso, mas pode acreditar, somos recompensados sempre com o chamado aprendizado e, é através dele o caminho mais curto para se alcançar o anterior."

Sistema de Cotas

         No Brasil, desde os últimos anos do governo FHC temos um sistema chamado Sistema de Cotas. A criação desse sistema foi uma forma de amenizar ou mesmo aniquilar a desigualdade social no Brasil. Nos dias atuais temos como principais cotas as Cotas Raciais, justificadas como necessárias “para corrigir erros históricos como a escravidão dos negros”; as Cotas de Gênero, justificadas como uma forma de igualar a mulher ao homem na questão de cargos sejam esses políticos, trabalhistas, escolares, etc; e por fim as Cotas Socioeconômicas que são destinadas às pessoas de baixa renda e procuram isentar pagamentos de impostos, de inscrições para concursos, vestibulares, entre outros.
          Apesar da ideia dessa política ser boa e mostrar resultados, muitos indivíduos, entre eles estudiosos e políticos, criticam e são contrários à sua implantação, alegando que “a implantação de cotas fere o direito constitucional da igualdade”. De acordo com esse direito, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
          O assunto, polêmico, tem gerado várias discussões. Muitos acreditam que embora o Sistema de Cotas tenha sido criado a fim de diminuir ou mesmo aniquilar a desigualdade social, ele, na verdade, a aumenta ainda mais, desigualando as raças, desigualando os gêneros e criando uma ponte ainda maior entre aqueles de baixa renda e os demais (classes média, média-alta e alta).
          Na minha opinião, as cotas desigualam os negros, os pardos, os quilombos, os índios, os brancos, os homens, as mulheres, etc., já que alguns desses grupos possuem mais vantagens que outros. E que diferença fará a cor da pele, a raça de um individuo, quando ele for procurar um emprego, quando ele for prestar concursos, vestibulares, etc.? Que diferença fará seu gênero? Mesmo que alguns cargos sejam mais apropriados para homens (devido a força) ou mulheres (devido a delicadeza), a diferença, e isso vale também para a questão racial, está na capacidade, na competência de cada individuo e não em seu gênero ou na sua raça. Entendo que talvez muitos não consigam emprego caso essa cota deixe de existir devido à discriminação racial e de gênero, mas conseguir entrar em uma universidade ou conseguir um emprego pelo sistema de Cotas Racial ou pelo sistema de Cotas de Gênero só mostra que o próprio individuo está se caracterizando por sua raça ou pelo seu gênero, em outras palavras, este individuo está discriminando a si mesmo.
   Acredito, que quando se trata das Cotas Socioeconômicas, elas são válidas e ajudam, inclusive, à inclusão marginal, mesmo achando que são apenas uma maquiagem, uma máscara para fazer com que aqueles que possuem pobreza política pensem que o governo está resolvendo o problema da desigualdade social, quando na verdade deveriam melhorar as bases. As cotas Socioeconômicas existem porque grande parte da população é pobre e não possui condições de pagar um ensino de boa qualidade ou mesmo pagar impostos, taxas, do mesmo valor dos ricos, por exemplo, afinal não ganham o suficiente para se darem luxos que na verdade era o governo quem deveria garantir (embora paguem impostos mais baratos ainda sim pagam impostos e deveria ter educação, saúde, etc. de boa qualidade). Logo, se fossem melhoradas as bases, essas cotas não existiram e, logicamente, a desigualdade social seria um bocado menor. Entretanto, enquanto essas melhorias não acontecem, ter esse tipo de cotas e também os programas de bolsa família é importante para que os pais possam dar uma condição melhor para os filhos e que esses filhos possam conseguir entrar em uma universidade boa, tornando-se assim um profissional qualificado e capaz de melhorar suas condições e quem sabe até se tornar um político e mudar as condições de todos os demais brasileiros.
          Embora nem sempre o que falei é a realidade de vários brasileiros, muitos vivem desta maneira. Quanto ao que se tange em relação à desigualdade social e a discriminação, “é uma verdade inconveniente que só será aceita quando for removida a maquiagem criada por políticas sociais e publicidades. O primeiro passo para resolver um problema é aceitá-lo. (...) O Brasil não precisa de cotas e sim de melhores condições de vida”, “a justiça distributiva consiste em dar a cada um o que é devido e sua função é dar desigualmente aos desiguais para torná-los iguais”. Infelizmente, a “má distribuição de renda e o preconceito constituem juntos a verdadeira face do país”.


DADOS BIBLIOGRÁFICOS
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/03/12/as-cotas-a-verdadeira-face-do-brasil-916048790.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_de_cotas_no_Brasil
http://aprender.unb.br/mod/resource/view.php?id=21504
http://aprender.unb.br/mod/book/view.php?id=21256
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/inclmarginal.html