Destino, sempre brincando comigo.
Será que não tem mais ninguém para atormentar? Eu devo realmente ter feito
strip-tease na Santa Ceia porque não é possível! Momentos... Nada além de
momentos... Nada além de algumas poucas horas... Alguns poucos dias! Não
deveria significar absolutamente nada, então por que significa tanto? Momentos
podem ser melhores do que algo duradouro, porém. Os momentos ficam ali
marcados, seja como algo muito mágico ou algo completamente magoável. Algo
duradouro cansa, cai na rotina e pode acabar estragando tudo, perdendo a magia.
Seria melhor ter vários momentos do que algo duradouro? Com tantas incógnitas
fica bem claro o porque de eu ter tantos momentos e nada muito duradouro. A
instabilidade paira no ar, soltando gargalhadas dos meus infinitos pontos de
interrogação. Não é algo que eu me importe. O problema é dela.
Desde que eu cheguei nesse lugar eu tenho tido aventuras, uma atrás da outra, mas uma paixonite por alguém que eu provavelmente, em 99% de chances, não irei ver novamente é simplesmente demais para mim! Mais um amor impossível para minha coleção. Mas o que eu posso fazer? Eu nem ao menos vou atrás desses amores! Eles simplesmente surgem, assim como quem não quer nada, me seduzindo com a ideia de algo completamente novo e excitante. É um risco que eu não tenho medo de correr e se eu morrer, morrerei feliz porque não tenho nada a perder.
Sem mais, enxuguei as lágrimas que nunca cheguei de fato a derramar, tapei o enorme buraco do meu coração com alguns litros de cerveja, respirei fundo e fiz o que tinha que fazer: deixei-o para trás e comecei tudo de novo. Eu fiz o que tinha que ser feito. Mais um momento que foi afogado e morto cedo demais. Mais um momento transformado em uma memória eterna. Depois de tanta coisa que passei por amor, nada mais me assusta. Mais um verão chega ao fim.
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