abril 13, 2011

Carpe Diem!

            Chega uma fase da nossa vida em que o tempo torna-se escasso. Já não temos mais tempo para brincar, para estudar, para trabalhar, para namorar, para pensar, para dormir, para sair, para amar, para viver. Na verdade, o tempo sempre fora escasso, nós é que, por fazermos poucas coisas, achávamos que tínhamos todo o tempo do mundo.
            O tempo passa rápido. Muito rápido. A vida segue em um circulo continuo, alienado, sem sentido, sem um por que. Deixamos para amanhã o mais difícil e o banal, deixamos para amanhã, o que pudermos adiar, mesmo sabendo que o amanhã pode não chegar. É humano errar, e todos nós fazemos muita merda, sem querer querendo, sem saber sabendo. Com o tempo a gente aprende. Com o tempo passamos a enxergar coisas que antes não enxergávamos. Mas quando aprendemos é sempre tarde demais. A merda já está feita e o arrependimento não vale de nada porque as pessoas não acreditam em segundas chances. Muito menos em terceiras ou quartas.
            Tempo, tempo, tempo, tempo. Quando se enxerga que o tempo é escasso, a tendência é fazer tudo o que puder num prazo mínimo. Quanta bobagem! Acredita-se que nós controlamos o tempo quando na verdade é ele quem nos controla. Se vai durar sete horas ou quarenta e cinco minutos não depende de nós, não depende de ninguém. Não se pode personificar o tempo. Não se pode apegar-se ao tempo. O tempo nunca deixará de correr... Nunca deixará de nos fazer sofrer, porque o tempo é pouco para o que é bom e é maior do que devia para o que não é tão agradável e, mesmo sendo maior do que devia, ainda sim, é curto.
            O tempo não nos deixa explicação e, enquanto ele corre, sempre ligeiro, sempre com pressa, sem olhar para trás, sem voltar para o que já passou, nós vivemos nossas vidas medíocres, rotineiras, sem um plano, sem força de vontade para deixar nossa marca na história ou ao menos no coração de alguém. Tentamos correr contra o tempo, mas o tempo é sempre mais rápido, nos alcança, nos seduz, nos abraça, acaricia e nos beija mortalmente, fazendo com que suspiremos pela ultima vez cedo demais, sem ter feito tudo o que queríamos, tudo o que deveríamos.
            Já disse que ama alguém hoje? Já fez seus deveres hoje? Já conversou com seus pais hoje? Já escutou sua música favorita hoje? Já terminou o que tinha que terminar no trabalho hoje? Já sorriu para alguém hoje? Já fez alguma caridade hoje? Já tentou ser uma pessoa melhor hoje? E vai adiar isso até quando? Até o tempo fazer com que o seu tempo tenha fim?
            Não se pode enganar o tempo. Não se pode apagar o tempo. O tempo é escasso, mas não é difícil desafiá-lo. A parte difícil é respirar fundo e tentar fazer o máximo possível no tempo do tempo, é por o desafio em prática. Carpe Diem!


Agradecimentos especiais à Ariel Souza Silva.

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